É verdade meus senhores, o ermo é o futuro. Nos dias que correm, não há um único espaço que não seja diariamente frequentado por “eles”. Nas repartições públicas, hospitais, escolas, conventos, superfícies comerciais, os ermos estão por toda a parte, convivendo e interagindo connosco todos os dias. Na maior parte das vezes não se encontram devidamente identificados e só depois de analisamos com especial atenção os seus gestos desajeitados e os seus comportamentos duvidosos, é que nos apercebemos da sua natureza. O ermo, por vezes pode se tornar perigoso, não tanto por uma natureza agressiva, mas sobretudo por uma extrema incompetência, não é raro serem responsáveis por grandes catástrofes.
A origem do ermo remonta á antiguidade, desde sempre tem surgido relatos desesperados e comoventes sobre indivíduos extremamente parvos, que não dão uma para caixa, quem têm surgido com denominações várias, como tontinho, tolinho, inocente e mais recentemente o termo ermo tem sido o mais adoptado. Os estudiosos deste fenómeno atribuem as culpas a um organismo extraterrestre que usa o ser humano como hospedeiro, estabelecendo uma relação de simbiose, recebe do humano alimentação e energia e dá em troca uma quantidade inesgotável de ideias parvas e doses industriais de confiança para que estas ideias sejam postas em prática. Os tipos de ermos mais estudados são os seguintes:
Ermo sabichão: a sua frase mais corrente é “sim, sim…” parece que já viu todos os filmes e leu todos os livros mais nunca se lembra de nenhum.
Ermo pró-activo: embora seja esforçado e tente a todo o custo deixar o estigma de ermo para trás, mas é sempre mal sucedido, tem um azar extremo e sofre de incontinência verbal, diz sempre a coisa errada na hora errada a frente de pessoa errada.
Ermo genuíno: criatura extremamente calma, lenta, chata aborrecida e provoca sonolência, normalmente resultam em bons anestesistas.
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